A aplicação do princípio da insignificância pelo delegado de polícia

Autores

  • Paulo Henrique Moreira Gonçalves Faculdade Minas Gerais (FAMIG)
  • Neiva dos Santos Andrade Faculdade Minas Gerais (FAMIG)
  • Gustavo Henrique de Almeida Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Palavras-chave:

insignificância, delegado de políciaq, atipicidade material, fase investigativa

Resumo

O ordenamento jurídico penal estabelece limites para a atuação punitiva do Estado, orientando que a intervenção criminal deve ocorrer apenas em situações que causem lesões reais e significativas aos bens protegidos, o que justifica a existência do princípio da insignificância. Diante disso, a pesquisa delimita o seu objeto de estudo na compreensão dos poderes inerentes à autoridade policial perante infrações desprovidas de potencial lesivo expressivo durante a fase investigativa. O objetivo geral da pesquisa consiste em analisar os fundamentos jurídicos que legitimam o delegado de polícia a aplicar o postulado bagatelar na fase pré-processual, reconhecendo a atipicidade material da conduta como forma de garantir os direitos fundamentais do investigado. Para alcançar essa finalidade, os objetivos específicos buscam conceituar o instituto, evidenciando a diferença entre tipicidade formal e material, examinar a natureza da polícia judiciária e as atribuições da autoridade policial, analisar as divergências doutrinárias e jurisprudenciais acerca da competência dessa autoridade para realizar o juízo de valor e demonstrar os reflexos práticos dessa aplicação, como a economia processual. A metodologia adotada consistiu em uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, baseada na análise de doutrinas, legislações e jurisprudências pertinentes. As conclusões demonstram que a autoridade policial, por exercer uma função de natureza jurídica, detém a capacidade de constatar a atipicidade material de imediato. Essa constatação permite o trancamento de procedimentos investigatórios vazios, evitando prisões indevidas e impedindo a movimentação desnecessária da máquina estatal.

Biografia do Autor

Paulo Henrique Moreira Gonçalves , Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Graduando do Curso de Direito da Faculdade Minas Gerais (FAMIG).

Neiva dos Santos Andrade, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Revisor. Docente da FAMIG: Especialista em Finanças Públicas pelo TCEMG (2018) e mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010).

Gustavo Henrique de Almeida, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Revisor. Docente da FAMIG: Professor-Tutor e Coordenador de Curso. Vinculado à Feamig e à Famig, mantidas pelo Cesmig. Doutor pela PUC-MINAS. Mestre pela Universidade de Itaúna. Advogado e Professor universitário.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

Gonçalves , P. ., Andrade, N. ., & Almeida, G. . (2026). A aplicação do princípio da insignificância pelo delegado de polícia. Intrépido: Iniciação Científica, 5(1), 259–298. Recuperado de https://periodicos.famig.edu.br/index.php/intrepido/article/view/941

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