Justiça penal consensual no Brasil

do Plea Bargaining ao ANPP: caminhos para a racionalização da persecução penal à luz do tema 1.303 do STJ e das garantias constitucionais

Autores

  • Mauricio Cerqueira Monducci Junior Faculdade Minas Gerais (FAMIG)
  • Neiva dos Santos Andrade Faculdade Minas Gerais (FAMIG)
  • Gustavo Henrique de Almeida Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Palavras-chave:

justiça penal consensual, acordo de não persecução penal, processo penal, garantias constitucionais, tema 1.303 do stj, pacote anticrime

Resumo

O presente trabalho analisa a transição do sistema processual penal brasileiro de um paradigma estritamente retributivo para um modelo orientado pela justiça penal consensual, com enfoque central no Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), instituído pela Lei nº 13.964/2019, denominada “Pacote Anticrime”. O problema de pesquisa busca compreender em que medida a expansão desses mecanismos negociais contribui para a eficiência da persecução penal sem ocasionar a mitigação dos direitos e garantias constitucionais do investigado. Parte-se da hipótese de que a disponibilidade motivada da ação penal permite uma gestão mais racional dos recursos públicos e privilegia a reparação do dano, embora exija um controle judicial rigoroso para não se converter em instrumento de coerção estatal. A metodologia adotada consiste em pesquisa bibliográfica e documental, fundamentada em revisão doutrinária especializada, análise legislativa e exame da jurisprudência contemporânea, com especial atenção ao Tema 1.303 do Superior Tribunal de Justiça. O estudo discute as tensões entre a celeridade processual e garantias fundamentais como o devido processo legal, a presunção de inocência e o direito à não autoincriminação, especialmente frente à exigência de confissão formal. A análise realizada indica que, embora a justiça consensual se apresente como um instrumento de modernização e racionalização do sistema criminal, sua legitimidade constitucional depende da preservação da imparcialidade judicial e da voluntariedade real do investigado.

Biografia do Autor

Mauricio Cerqueira Monducci Junior, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Graduando do Curso de Direito da Faculdade Minas Gerais (FAMIG).

Neiva dos Santos Andrade, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Revisor. Docente da FAMIG: Especialista em Finanças Públicas pelo TCEMG (2018) e mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010).

Gustavo Henrique de Almeida, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Revisor. Docente da FAMIG: Professor-Tutor e Coordenador de Curso. Vinculado à Feamig e à Famig, mantidas pelo Cesmig. Doutor pela PUC-MINAS. Mestre pela Universidade de Itaúna. Advogado e Professor universitário.

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Publicado

2026-10-31

Como Citar

Monducci Junior, M. ., Andrade, N. ., & Almeida, G. . (2026). Justiça penal consensual no Brasil: do Plea Bargaining ao ANPP: caminhos para a racionalização da persecução penal à luz do tema 1.303 do STJ e das garantias constitucionais. Intrépido: Iniciação Científica, 5(1), 218–258. Recuperado de https://periodicos.famig.edu.br/index.php/intrepido/article/view/940

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