A prorrogação dos prazos do georreferenciamento rural e seus impactos na segurança jurídica fundiária

Autores

  • Gisele Pinto dos Santos Faculdade Minas Gerais (FAMIG)
  • Neiva dos Santos Andrade Faculdade Minas Gerais (FAMIG)
  • Roberta Salvático Vaz de Mello Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Palavras-chave:

georreferenciamento rural, segurança jurídica fundiária, registro de imóveis, decreto nº 12.689/2025, regularização fundiária

Resumo

O presente artigo analisa os impactos jurídicos da prorrogação dos prazos do georreferenciamento dos imóveis rurais sobre a segurança jurídica fundiária no Brasil. O problema central reside na tensão entre a necessidade de preservar a continuidade das transações imobiliárias rurais e a consolidação de um sistema registral plenamente baseado na precisão geoespacial. O objetivo é examinar se a flexibilização normativa promovida pelo Decreto nº 12.689/2025 compromete os princípios da segurança jurídica, da especialidade objetiva e da função social da propriedade. A pesquisa adota abordagem qualitativa e método hipotético-dedutivo, com revisão bibliográfica e análise normativa. As principais normas analisadas são a Lei nº 10.267/2001, que instituiu o georreferenciamento dos imóveis rurais, o Decreto nº 12.689/2025, que prorrogou os prazos para sua exigibilidade, e a Recomendação CN-CNJ nº 56/2026, introduzida como mecanismo de mitigação dos riscos decorrentes da flexibilização regulatória. Conclui-se que a prorrogação produz efeitos ambivalentes: preserva a continuidade das transações imobiliárias rurais, mas posterga a consolidação de um modelo registral fundado na precisão geoespacial, comprometendo temporariamente a segurança jurídica fundiária. O fortalecimento definitivo desta dependerá da efetiva universalização do georreferenciamento e da integração entre cadastro, registro e gestão territorial.

Biografia do Autor

Gisele Pinto dos Santos, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Graduanda do Curso de Direito da Faculdade Minas Gerais (FAMIG).

Neiva dos Santos Andrade, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Revisor. Docente da FAMIG Especialista em Finanças Públicas pelo TCEMG (2018) e mestre em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010).

Roberta Salvático Vaz de Mello, Faculdade Minas Gerais (FAMIG)

Revisor. Docente da FAMIG Doutora em Direito Privado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, com bolsa Capes-Taxa (2021). Mestre em Direito Privado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas (2014). Especialista em Direito Público pelo Centro Universitário Newton Paiva (2009).

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Publicado

2026-10-27

Como Citar

Santos, G. ., Andrade, N. ., & Mello, R. . (2026). A prorrogação dos prazos do georreferenciamento rural e seus impactos na segurança jurídica fundiária. LIBERTAS DIREITO, 7(1), 150–198. Recuperado de https://periodicos.famig.edu.br/index.php/direito/article/view/930

Edição

Seção

Artigos